HELBERT J.TAYLOR, que foi Presidente do Conselho de Administração de uma empresa americana sediada em Chicago, grossista de equipamentos de cozinha e outros artigos para o lar, foi incumbido pelos credores de tentar evitar a falência e consequente encerramento da mesma. Decorria o ano de 1932 e nessa época longínqua a firma tinha um défice superior a 400 000 dólares. Viviam-se tempos difíceis, já com grande concorrência no mercado norte-americano, pelo que a única ajuda com que a empresa podia contar se limitava a um financiamento bancário de 6 100 dólares, representando muito pouco para a débil situação financeira da empresa. Havia que adoptar uma nova filosofia do pessoal para com a clientela, preparando-o para ser diferente das empresas concorrentes. Mas como ? O senhor H. J. Taylor por mais que tentasse encontrar um modelo de actuação dos seus subordinados para permitir a tal reviravolta comercial, não a encontrava. Na manhã do dia 1 de Julho desse ano de 1932, o senhor Taylor estando só no seu gabinete e em profunda meditação pedi a Deus que o ajudasse na inspiração que lhe faltava. Considerava que para tornar os seus colaboradores melhores que os das empresas congéneres, seria, em vez de lhes impor princípios de comportamento, antes pelo contrário, deveria compor uma série de regras de trabalho, que representassem simultaneamente um questionário que cada um faria a si próprio e cuja filosofia poderia ser útil ao incremento da depauperada empresa. Surgiu na sua mente, a inspiração de quatro regras que lhe ocorreram, depois de muito reflectir, tendo-as classificado como PROVA QUÁDRUPLA, que se referiam ao que pensamos, dizemos ou fazemos: 1- É a VERDADE ? 2 - É JUSTO para todos os interessados ? 3 - Criará BOA VONTADE e MELHORES AMIZADES ? 4 - Será BENÉFICO para todos os interessados ? Leu, releu, meditou e ensaiou, mas ... pareceu-lhe o conteúdo bastante desencorajador, tendo em conta o procedimento até então dos princípios comerciais da empresa. Sobretudo verificou que sempre se afastou da verdade, existindo um grande número de inexactidões que faziam parte da publicidade da sua empresa. Ao cabo de dois meses de experiência, confessou sentir-se envergonhado por ter administrado a empresa dentro de um espírito que traía a verdade e o consequente benefício para os clientes. Discutiu os princípios da Prova Quádrupla com quatro chefes de secção, que o encorajaram a aplicar a todo o pessoal e com o pedido de que todos os decorassem. Passariam a elogiar os produtos da concorrência, em vez de os criticarem, o tratamento com os fornecedores, pessoal e clientela foi melhorado, com o objectivo de conquistar simpatia. Passou a existir aquilo que hoje se classifica de atendimento personalizado. A filosofia comercial passou a ser mais clara e sincera, sem subterfúgios ou má fé e os resultados começaram a aparecer. Houve a recompensa de um progressivo aumento de vendas e consequentes lucros, que um investimento de apenas 6 100 dólares e a criação da nossa conhecida Prova Quádrupla e a sua total aplicação deram os frutos desejados. Mais tarde o Sr. Herbert J. Taylor, confessou que os resultados proporcionados pela aplicação da Prova Quádrupla se manifestaram de um modo muito positivo, pois foi notório o crescimento de confiança, estima e boa vontade por parte dos clientes, dos próprios fornecedores e do público em geral, além da relevante melhoria do pessoal da empresa. Na sua opinião a aplicação da Prova Quádrupla era tão útil no comércio, como na via privada, social e cívica, pelo que considerava o Sr. Herbert Taylor, que todas as pessoas que a aplicassem, poderiam ser melhores em todas as circunstâncias de vivência, quer como cidadão, cônjuge, pai (ou mãe), amigo e provavelmente, se ainda fosse vivo, diria também, como ROTÁRIO.
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